Sai de casa hoje, a contra gosto. Primeiro tinha um compromisso que desmarquei, depois precisava sair, mas fui enrolando.
Algo me dizia que tinha que ser depois. Faltando um minuto para o segundo compromisso, o qual havia esquecido, lembrei. A tosse havia me pego e a dor de cabeça... Um inferno.
Preciso sair...
Escuto a voz de três vizinhas, fofoqueiras... Resolvo tomar um banho.
Coragem!
Elas ainda falavam... Coisas absurdas... Incoerentes... Uma dando orientações pras outras duas de tal forma alienada... Credo, não faz parte de meu mundo!
Desligo disso.
Não vou a nenhum dos compromissos.
Quando me vem a presença que adoro, aquela que chamo de "minha Graça". Resolvi sair, caminhando rua a fora. Incrível que as pessoas foram embora é pude, sair da "toca" sem ser vista. Fui caminhando, uns 5 km, com o meu abrigo novo, bem faceira, fazendo e revendo planos.
Refletindo sobre tantas coisas, pensei nas pedras, pedras de tropeço, pedras para edificar, pedras que colocamos sobre túmulos...
Sim... Já tropecei, já edifiquei, agora, é esquecer o que ficou pra trás. De pedras, agora, é por em cima de tempos idos. Nada vai mudar o meu presente, posso é perder o tempo presente pensando é, como diz meu filho, remoendo dores e memórias, não leva a lugar algum, só tristeza.
Lembro-me de conversar assim com minha mãe, mas ela não aproveitou minhas palavras. Preciso ser mais inteligente que ela e aproveitar as do meu filho.
Isso também deve ser pedra colocada: quem, de fato, ficou ao teu lado? Desses, quem te carregou no colo ou deu seu tempo para que você se refizesse? E destes, quem ofereceu cooperação?
Quem acreditou que daria certo?
Não foram muitos. Nunca o é.
Aos que não me ajudaram, esses não sou necessária. Não é vingança, não jogo meu tempo fora com mesquinharias, mas há de se tomar uma decisão: correr atrás daqueles que você não é diferencial... É no mínimo burrice, falta de amor próprio.
Todo aquele que precisa ser reverenciado e você coagido com o poder dele, não é amor. Amor é dar liberdade de escolha.
Quando você é obrigado a seguir o que outros querem para sua vida, não é amor e tão pouco autonomia.
Esses, não são amigos. São pessoas que querem lhe ver abaixo delas, infelizes, arruinadas.
Não estou disposta a ser assim, até por que, nunca fui de aceitar.
Então, voltemos as pedras. Elas, além de colocar peso sobre o que se quer, além de não mais vermos o que nós inquietava... Ela é um marco. Registra ali, como uma cicatriz, o ponto final dado aquilo ou aquele que, em dado momento, você abdicou, livrou-se.
Ponho pedras sobre fatos pontuais.
Não me sinto triste mais por isso. Vi com olhos racionais as relações que as pessoas fazem entre si e não gosto, não faço parte dessa trama. É um desgaste de energia muito grande para uma existência que deveria de ser para desenvolvimento.
Eu creio que meus orientadores, de algum modo, querem meu afastamento disso, consciente. Como, no meio do olho do fuçarão a gente não se sujar?
Me vem a frase bíblica: "mil cairão ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido". Salmos.
Não serei atingida por aceitar a missão de buscar ser eu, independente do entorno. Rezar por boas vibrações, enaltecer o bem e não temer o mal.
Coloco uma pedra sobre essas situações e depois, seguirei meu caminho.
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