terça-feira, 12 de agosto de 2014

Terapia I

Eu retornei a terapia. Finalmente conclui meu luto com a antiga terapeuta e me autorizei a iniciar outra com outra pessoa. Gosto da linha psicanalítica e não me sinto bem com a comportamentalista. 
Enfim... Ontem chorei muito, me despedindo dela em minha caminhada. É muita gratidão! 
Queria que continuássemos mas ela encerrou seu trabalho como terapeuta. Tentei outras terapias, tentei psiquiatras, mas infelizmente, ao menos nós que fui, sempre receitavam alguma medicação e não gosto de me sentir assim, com os efeitos de medicamentos que fazem dormir, acordar, não sentir... 
Gosto de sentir as coisas, as pessoas... Não gosto de sofrer, mas prefiro-o do que não sentir por estar medicada. Se me sinto muito triste, choro, e posso chorar de rir, chorar de feliz... Tristeza não é patologia, é um sentimento que deve ser passageiro, contudo, precisamos senti-lo e aprender a administrar.

Não sou depressiva, não sou eufórica, não sou megalomaníaca...
Sou intensa, sou amante da vida, dos sentimentos, gosto de comer, de beber, de conversar...
Gosto de trabalhar muito... De amar muito... De beber um delicioso chá ou mocaccino, ler sem ter hora pra acabar e sair porta fora para encontrar um amigo de muito tempo. Também gosto do meu canto, das minhas coisas...

Sou de muitas paixões... E me sinto eu mesma assim.

Iniciei a terapia, comunicando parte da minha história, parte das minhas perdas. Não sei lidar bem com isso.
Não aceito bem perder pessoas na minha vida...

Um amigo disse que eu preciso perdoar. Pode ser...
Pode ser um monte de coisas... E voltei para o espaço de terapia para que ajudem a revisitar as minhas experiências e ressignificá-las. 

Será uma nova experiência, antes eu tinha uma mulher como terapeuta, agora é um homem. 
Não me digo entusiasmada, mas que terei alguém que coopere comigo, sem julgamentos... Sem me julgar, me ajudando a deixar de me culpar ou culpar outros... 
Mudança de prisma, como diria meu amor Bion.




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