quinta-feira, 31 de julho de 2014

Livros e leitores

Tenho como uma das grandes paixões, ler.
Tenho, entre muito do meu orgulho pelo meu amado filho, que ele gosta de ler. Sei que teve muita influência minha e sim, isso me infla o peito e faz mais orgulhosa ainda.
Ontem, tivemos o prazer de almoçarmos com meu pai e sua esposa - mulher adorável, simples e parceira! - ver a Mostra Egípcia, tomar um café na Saraiva e... Comprar livros! 

Cada um, saiu com o que mais amava! Eu, que finalmente conquistei meu livrinhos azul "Os contos de Beedle, o Bardo" de J.K. Rowling - das Histórias de Harry Potter, para quem não sabe - e meu filho, pediu a coleção "Crônicas de gelo e fogo - Game of Trones".

E ele lerá... Devorará todos os livros. Como de tradição minha, sempre que dou um livro a ele, coloco uma dedicatória. Sempre iniciando com "para meu filho amado..." Quero que, todo aquele que pegar um de seus livros entenda esse legado, essa mania de ler e conhecer... Esse doce prazer de compreender para além do escrito. 

Hoje, tenho uma grande prova de paciência, perseverança que parece que a vida teima em querer saber se é isso mesmo que quero. Eu digo sim a ela, mas ela parece não compreender... Claro, não é a vida, são as pessoas em minha vida. 

Mas quando eu tenho um desses momentos com meu filho, sei que são, de certa forma, eternos entre nós. Sei, que em algum lugar nós combinamos que seriamos essa dupla! Seria sua mãe, sua orientadora... E os anos passariam e poderíamos ter uma grande parceria. Ele sabe que sou inteiramente verdadeira com ele, sem jamais precisar pensar, é natural. 
E temos mais esse vínculo, o amor pela leitura. 
Lembro-me de momentos tão ricos de sua infância... Nós deitados em minha cama e cada um lendo o que queria; lendo no ônibus, lendo as placas, lendo imagens... Lendo em partilha livros obrigatórios e enfadonhos do colégio - eu lia e dormia, ele me acordava e depois lia e dormia... E fomos assim, umas 100 páginas de "a volta ao mundo em 80 dias" com a linguagem antiga! Odiamos! Mas lemos...
Leio com ele na praia, conversamos sobre as leituras, indicamos um para o outro... Ele já leu "O Hobbit" e eu ainda não li todas as "Crônicas de Nárnia" e ele me cobra! 

Memórias deliciosas...
E minha mente, ora deslumbrada ora aflita...

As pessoas não podem nós ver felizes... Eu me pergunto, se você não conseguiu ver a beleza das convivências, a doçura de alguns momentos vividos com simplicidade... Como entender minha relação com meu filho? Não busque entender, busque viver e compreenderá. 

Somos leitores de mundos, vivemos os tempos com nossas diferenças e semelhanças. Nem todos os livros que ele lê, eu leio e o contrário é verdadeiro. Mas o ler... Isso temos como prazer! 
Sou muito feliz por essa experiência da maternidade e da educação. Sei que dei o melhor para meu filho e não me arrependo de nada! 





segunda-feira, 28 de julho de 2014

Leveza

Depois de muitas semanas trabalhando duro, finalmente as coisas se desenrolam
Meu cansaço não era só físico, ele era mental e emocional. Manter certas aparências, nunca foi meu forte, sorrir e fazer de conta que está bem... Isso eu odeio fazer. Mas o pior é você acreditar que tem apenas uma saída e a outra pessoa também acreditar nisso e ir manipulando os dias...

Eu sofro como qualquer um, mas tenho uma gana em viver, em ser livre, independente e acima de tudo, lutar pelos meus objetivos... Que supero meu sofrimento.

Eu já entendi e tive que aceitar que minha caminhada é só. Não foram assim nós meus sonhos... Mas não se tem tudo nessa vida, então, digo como dá! 

Existem três coisas imperdoáveis pra mim: "tocar no meu filho" - magoá-lo, desfazer, coagí-lo... -; me fazer ou dizer que sou idiota e dizer que não posso.
A ultima é bem coisa de cabeça dura, mas vou encontra maneiras de provar que faço o que quero e conquisto o que quero. 

Quando o infeliz consegue essas três coisas, deve existir lugar pior que o inferno esperando o milhante! 

De tudo isso, fiquei feliz por ter recebido a "leveza" de volta... Sim, depois de ter tido na pele tantas coisas, eu finalmente saí, mais uma vez, grata por ter tido a experiência de saber em quem não confiar...

Sai sem raiva. Mas sai grata. Como assim? Bem, a vida não é feita só de aprendizagens boas. Aprendemos com as situações desagradáveis. Se formos vingativos - e isso demonstra que nada aprendeu, pois se sabe que é ruim, para quê fazer o outro padecer também? - vamos nos colocar no círculo vicioso de rever novamente o que não queremos. 
Mas se queremos mudanças, que a sejamos! 

Não sou essa pessoa tão iluminada assim... Tenho raiva, me indiguino, rezo pedindo explicações minuciosas ao Divino... 

Mas reflito, profundamente é me sinto responsável por tentar mudar algumas coisas.
E assim, como hoje, acordo, com vários problemas, contudo, leve... Esperançosa como deveriam ser todos os meus dias. 
Pois o que me fazia sofrer, saiu de meu caminho. 

Que seja espaço de novas aprendizagens! 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Emergências

A chuva de ontem parecia não ter fim... 
A minha situação, frente aos desafios da vida... Também parecem não ter fim... 
Preciso de soluções, emergentes. Me pedem calma.

Sou uma mulher daquelas que tem pressa... Quem pede ajuda, é pra agora... Quem sente dor, quer que isso acabe logo... 

E a vida me faz esperar... 
E preciso aprender... Que cada dia não pode ser apressado, que cada coisa tem um tempo preciso para que seja aprendido em preciosidade que só ele mesmo contempla.

E... Continuo tendo que resolver sozinha... O preço das decisões, das consequências torturam... Estou cansada e não posso parar. 
Sinto a exaustão me tomando, como a escuridão da noite e sei que o amanhecer demorará a chegar...
Percorrer caminhos nessa escuridão, vai para além do medo. Perpassa todas as inquietudes, você tem memórias de tudo que não deu certo e dessa vez, não pode errar. Não haverá como corrigir, não terá tempo e nem possibilidades para tanto.

É uma caminhada que beira a perfeição e não tenho nada de perfeita...
Dessa vida, levarei a minha extrema luta pelos meus ideais, meus valores. Se perdi tempo, ao menos me acalenta que meu maior tesouro possa desfrutar da imagem de uma mulher que luta, esbraveja, briga com a vida e supera os obstáculos - a ferro, força, suor e lágrimas -, levantando a cabeça, se fazendo fera para defender sua cria...

Ando calada, recolhendo minhas armas para afiar e voltar a batalha. Esse silêncio, esse recuo, não é proeza minha, vem de muitos conselhos... Vem de reflexões... Vem de um extremo cansaço que fez, obrigatoriamente, optar por isso. 

A sabedoria vem de cicatrizáveis de feridas profundas, no meu caso. 
Já não tenho o grande amor, por isso posso dizer o quão belo ele o é.
Já não tenho "morada" e por isso sei como é importante.
Tenho as lágrimas de minha querida solidão, o filho que cresce é um dia fará sua caminhada individual, meus animais que viverão mais um tempo comigo... Pessoas que vão e vem...

É uma dinâmica de chegadas e partidas... E acho que sei, mas não aceito bem tudo isso.
Se é pra eu aprender, não precisaria, na minha nada humilde opinião, seg em um módulo só. Talvez, o Universo tenha tentado me ensinar em doses homeopáticas e eu não quis aprender... Agora vai ou racha (e as vezes penso que vou rachar).

Então, nas minhas emergências... Há momentos como o agora: 
Sei o que preciso fazer, tenho medo. 


Mas ainda com medo, a vida não irá parar para me consolar... Ela nunca para. 
Não serei eu a privilegiada entre todas as vidas...





quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tanta coisa...

Não tenho postado... Não por falta de assunto, mas por excesso de informações ao longo dos dias... O que filtrar? O que se pode perceber? Aprender? Converter?

Pois bem, há tantas coisas acontecendo! 
Ora me solicitam uma coisa, ora outra... Há momentos de intensa preocupação, outras que nem sei o que são! 

Mas de qualquer forma, quando acho que o pior aconteceu, vem outro e me desalinha! Como assim... 
Existem fatos, diários que me pulam aos olhos, que me desgostam a vida. Busco lembrar de momentos bons... Mas lamentavelmente... Eles estão em um passado distante - todo passado é distante, opus jamais retornará as nossas vida -, com isso, me sinto mais só.

E então, visito os sonhos... Eles também não ajudam muito. 
O presente anda sendo cruel! 
Tenho sofrido, tenho lutado e nada sai do lugar! 

Tenho um cansaço grande... E tenho que descansar! Preciso urgentemente descansar das pessoas! 

Preciso de férias! 

sábado, 12 de julho de 2014

Reinventar-se...

Você inicia um caminho... Corre e cansa, descansa e corre novamente... 
As pessoas ao seu redor, ao invés de facilitar, complicam... E nos perguntamos pra quê? 

Me parece uma lei de afogados, puxo pra baixo! 

É a hipocrisia é tamanha que elas falam em fazer o bem, em rezar, em céu... Tudo isso é aqui, com quem está ao seu lado, independente da fé do outro.

Quando olho pra tudo isso... E não me reconheço com estes... Desejo me reinventar, fazer melhor... Rezar por mim, pra que eu não caia na tentação de um coração incrédulo e triste, que minhas ações não sejam cheias de vontade de aplausos e reconhecimentos e que minha doação seja de forma anônima, sem cobranças.

Ter o dom de orientar e dar liberdade...
Usar o conhecimento para agregar a vida do outro...
Meditar em minhas ações e buscar aperfeiçoá-las em prol de todos...

Não posso apenas sofrer essas injustiças, devo, a partir delas, ser diferente. Ser amável, ser solícita, ser paciente com o tempo dos processos... 

Não quero sair dessa existência sem ter, ao menos, minimizado dores e sofrimentos, sem ter podido contribuir na vida dos demais, sem ter buscado evoluir meus pensamentos e ações aos irmãos desse mundo.

Não sou uma religiosa, nem budista, nem católica, nem outra coisa... Me sinto gente que gosta de gente. Me sinto aprendiz que olha quem está na frente e pede ajuda, olha pra quem está atrás e oferece a mão. 

Só quero ser melhor que ontem e se hoje eu não conseguir... Amanhã eu tento novamente! 



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Das Tristezas

Ela se sentia, mais uma vez, abandonada pela vida. 
Se existia algo que ela não consegui entender era o sentimento de abandono. Ser ou estar só não a incomodava. O mexia com ela, era o abandono, a desistência, as pessoas a deixarem...
Ela sentiu isso em sua família, viu isso com tantas pessoas... Ela, uma perfeccionista e perseverante, não aceitava a desistência de alguém por algo.

Ela sempre lutou por seus ideais, por seus amores e responsabilidades. 

Mas hoje foi tudo muito diferente. Vieram as lembranças doloridas da sua saída da casa onde morara. Onde dedicou parte de sua vida numa relação fadada ao término desde seu início.
Mas o pior foi o sentimento de tanto faz. Sim, acabara... Mas o como saiu, disse muito a ela. Ela não passou de uma aventura, de uma demonstração pública de revolta do outro contra sua família ditadora... Ela foi isso. 
Ela teve um sonho realizado, e esse sonho, o mundo dela, se fazia presente ali, ao seu lado. Um rapaz que ainda merecia muita atenção, educação e amor. 

Todos os demais, não o amavam como ela. Seu sonho, seus maiores desejos eram para esse amor infinito.

O medo de se arriscar, de perder até o que não tem, a faz entrar em pânico. 
A tristeza de ser alguém rejeitado é grande, mas ser abandonada é como ser traída. 
Ela reviveu essas tristezas... Não havia como acomodar as lágrimas dentro dos seus olhos.
Chorou, pediu ajuda divina, rezou... Chorou é soluçou.

E das tristezas...
A pior era de saber, que do pior, esse ainda era o melhor. Ela havia saído de seu cárcere, poderia ter o mundo aos seus pés... Mas estava ali, nua, no frio e sem ninguém...

Das tristezas, o "sem ninguém" é a pior delas...








sexta-feira, 4 de julho de 2014

Os dias...

Ela tinha tanta responsabilidade que beirava a loucura... Achava que poderia ficar, realmente louca, com os dias.
Tinha dois filhos, um adolescente e o outro quase. Um precisava ser empurrado pra escola, embora inteligente... Era, na mesma proporção, preguiçoso. O outro tinha uma energia vulcânica e queria ser mais esperto que o mais velho, falava pelos "cotovelos" e sempre tinha alguma teoria incrível obre algo que ninguém se importava...
A mãe deles, tinha dois empregos e dava aula particular para crianças com dificuldades em Português e Matemática até o 5º ano. Trabalhava demais. 
Ainda assim, tentava manter organizado o apartamento de 3 dormitórios, dois animais de estimação, os trabalhos, o artesanato, as encomendas... As contas! Ah! As contas! 
Fazia comida em casa, quase diariamente... No sábado a noite, quando os meninos visitavam o pai e comiam porcarias, ela se dava ao direito de beber seu vinho - sempre após às 22 h, assim, tinha certeza que os filhos não voltariam e já tinha terminado a limpeza maior da dia residência. 

Tinha uma rotina fechada, com poucos intervalos.
Os dias eram intensos... As noites, quase sempre, mal dormidas. Como criar dois meninos nesses tempos? Com um pai tão fora do mundo real? Trabalhava é parecia que sempre faltava algo... As coisas escoavam pelos dedos...
Lutava, cansava... Voltava é não desistia.

Os dias, eram pra ela, de luta. Se sentia um animal fugindo pra não ser caçado... E ao final, quase não dormia, com medo de ser pega desprevenida! 

A angústia que sofria por querer sempre acertar era qualificada como alguém que não vivia.
Ela vivia, vivia seus dias, amava cada filho, cada trabalho, cada arte... Mas o mundo real, de dor, de frio, de lutas, de sobrevivência... Ela conhecia bem e deferenderia seus filhos como leoa.

Ninguém poderia amar mais que ela, ninguém poderia viver mais que ela para garantir tudo a eles: uma vida livre. Ninguém ajudava, mas também ninguém fazia parte ou tirava-lhe a atenção de seus queridos. 

Os dias, pra ela, eram vividos para quem amava.




quarta-feira, 2 de julho de 2014

Trabalho

Ela voltou pra casa, cansada... Evidentemente que as horas todas de trabalho a deixaram assim... Três turnos, 14 horas direto! 
Chegou, foi tentar saber das novidades nós sites de relacionamento.

Lá estava aquela "bolinha" verde, indicando que ele estava on line.
Quantas vezes passou por isso... Será que ele não viu que eu estou on line? Será que ele não quer falar comigo?
Será que devo perguntar pelo dia? 

Até que, como muitas vezes fizera, iniciou a conversa. Ambos estavam cansados, ambos queriam e mereciam dormir e ambos tinham perdido horas de sono na noite anterior...

Ela, uma pessoa que ama conversas, só lembra que ele diz que ela deve ter uma relação sexual com palavras, uma vez que adora diálogos longos, acalorados sobre qualquer assunto... E ela se sente uma criança frente a um mestre.

Ela quer saber, ela deseja aprender... Com uma voracidade... Ela quer saber fluentemente francês, italiano e até poder pronunciar palavras em Kaigang... (Pra quê Kaigang, não sei, pergunte a ela).

Eu já tive essas coisas... De querer falar com uma pessoa, passei horas das madrugas apenas querendo saber... Como estava.

Hoje, já não sei. Hoje... Bem, cada um dedicou sua vida em seus próprios objetivos. 
Me perguntei: "sinto falta?", sim. Mas agora é diferente... Minha vida mudou é com isso mudei. 

Não preciso mais de palavras... Preciso de ações concretas, de momentos mágicos, ternos e cheios de paz.

Ela, ainda espera, uma palavra dele, uma ação, um desprendimento. Ela o quer, mas acha que as coisas, talvez não dêem certo... Ambos são muito parecidos em algumas coisas... São ferrenhamente donos de seus pensamentos e ela... Bem, ela renasceu dona de uma tempestade no pensamento, um alvoroço por qualquer bandeira...

E seu trabalho, a tirava desses momentos com ele.
Seu trabalho a tomava muito tempo, energia. Mas, quem sabe, no final de semana, ela o veja e possa viver aquela paz que já viveu.

Eu, bem, eu tenho o filho, os gatos...
Quem sabe eu troque tanto trabalho por um convite? 

terça-feira, 1 de julho de 2014

Noite

Chegou a noite e aquela mulher, que já havia aprendido a lidar com as manias de sua parceira, mais uma vez atendia o telefone.
Era ele, o homem que lhe oportunizara uma grande paz...
Ela sabia, que se, deixasse a solidão assistindo algum filme, quando retornasse, ela iria questionar cada minuto vivido longe dali.
Era inacreditável os diálogos das duas. Enquanto uma necessitava da presença da outra, a outra não fazia tanta questão da presença da primeira. Não que a Solidão não pudesse viver ali, não que ela não fosse "boa" companhia... De forma alguma...  A Solidão era, na verdade, por muitas vezes a melhor companheira.

Mas naquela noite, recebendo aquela tentadora oferta... Uma pessoa culta e com tantas opções... Não teve como não deixar ela lá, descontente, mimada e azeda.

Aquela mulher, cujos olhos já mancharam o rosto de chorar por tristeza, abandono, raiva, indignação... Injustiça... Maquiava-se, mesmo aos tormentos da Solidão lhe dizendo que quando esta retornasse, faria da sua vida um inferno. A mulher, que sabia bem o caminho do inferno, ria... Desdobrava-se em gargalhadas. Ora... Não havia argumentos, não havia nenhuma barganha a ser feita... Ela sabia das dores, das perdas, das cicatrizes que carregava por conta de sua vida e decisões. 
Ela sabia o preço de cada coisa que viveu, que abriu mão por seus valores compromissos. Ela viveu dignamente cada responsabilidade e ao final, imaginando que teria apoio, não recebeu nada. Aliás, recebeu a discórdia, a trapaça e a inveja. Ervas daninhas que não percebeu criarem-se em seu jardim de convivências... Agora, era tarde demais para aparar... Era preciso desfazer-se de cada uma e todas elas de vez. 

Mas essa noite, não! 
Essa noite era para esquecer tormentos, tristezas... Essa noite era para brindar... 
E saiu... 
Deixando aquela mal agradecida em casa.

Foi e deixou-se viver aqueles momentos.
Não poderia se arrepender. Ela desejava viver... Desejava estar com outra companhia que não fosse a fiel Solidão.

Retornou pra casa.
Olhou as paredes amarelas do tempo, a corrosão da vida naquele espaço e pensou:
Estou aqui de passagem, pois a noite, sempre foi e sempre será o meu tempo.

"É a noite que me sinto forte. É a noite que tenho mais alegrias... Foi ao sopro do vento noturno que minhas melhor lembranças aconteceram..."

E nunca mais deixou que alguém lhe dissesse o que era pra ser, fazer ou pensar...
Pois aquela noite, foi, o momento de maior paz, reflexão e liberdade que provará, até então.