domingo, 21 de abril de 2013

Intensidades...

Eu fico pensando e passo tempo com isso.
Será que só acontece comigo, que lendo um livro uma palavra me leva pra outro mundo...
As vezes vejo as pessoas juntas e felizes e então me "teletransporto" para momentos que vivi aquela intensidade.

Intensidade...
Acho que anda me faltando esse sentimento.
Meu coração não quer mais saltar pela boca - e não me recomende pular de bung-jump! -.
Minhas pernas não vacilam mais...
Minhas mãos não suam de ansiedade.

Eu só corro.
Corro para que os planejamentos e observações estejam nos gráficos. Que pessoas aprendam, façam seus deveres, estudem, elaborem estratégias e consigam ter sucesso com a minha mediação - e assim sou feliz.

Mas aquele toque no coração, aquele despertar, aquela pressa em ser feliz de um outro jeito, aquele momento surpresa... aquela vontade de ver, ouvir, tocar...
Não existe na intensidade que que outrora já vivi.

Se é ruim ou bom... não sei. De repente era para aquele momento e agora é a rotina dos dias.

Mas, e sempre existe um mas... eu queria ter aquele rosto belo da Ana Clara a me olhar e eu tê-la no meu colo para dizer que é minha e ninguém no mundo nos separaria. Dizer a ela que é única e com o retorno do olhar ela me dizer: eu sei, sou a clara beleza da graça de Deus em tuas mãos.

E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração...

sábado, 13 de abril de 2013

Perfeição

Eu disse ontem: eu só queria algo simples, sabe... perfeito. É pedir muito?

Coisa de pessoas doidas.
Coisa de querer provar que realmente fez um excelente trabalho, sem sombras de dúvidas.
Mas pra que?
Ah, pro passado da gente.

Ser uma professora excelente é dizer aos meus professores que posso ser igual ou melhor do que eles... Para que tenham orgulho de mim.

Ser uma excepcional mãe é provar que minha maternidade supera a da minha mãe: veja, meus olhos cercam o meu filho que o conheço bem, sem seus limites e potencializo suas qualidades. O que ainda não está bom ficará logo melhor!
Um D em Matemática, um C em Português me fez correr para um espaço de reforço escolar, testes, avaliações e mais uma penca de coisas... até quadro eu comprei pra ele...
O pai dele disse que é exagero. Talvez um pouquinho. Mas não posso passar de negligente. Não posso cometer os mesmos erros que meus pais, ao menos isso.

Sufoco?
Sim, acho que demais.
Mas a vida é tão difícil e a gente tem que dar o melhor de si, o melhor...
Quem sabe o melhor dos meus pais foi dado a mim...
Quem sabe, meu filho vai olhar pra traz e dizer que fui uma mãe neurótica (com razão).
E quem sabe essa mania controladora é para dizer que sou o máximo.
O que não é verdade, nunca será.
Sou de carne e osso.
Sou de carne, osso, gordura saturada, água e ansiedades...

Com um coração grande e um cérebro que não descansa... e muita mania.