segunda-feira, 15 de junho de 2015

De volta

Então é isso...
Depois de muitas semanas longe, retorno.
Sem muito o que recomeçar, mas, enfim, é aqui meu lugar (entre tantos!)

O importante é que as histórias não acabem, afinal, começamos, como humanidade, em torno de fogueiras, contando-as.


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Aniversário

E hoje, completo 36 anos de vida.
Muito feliz com tudo, em algumas horas, oficialmente, mudo de ciclo!

Muitos planos, muitas vivências...

Expectativas de um tempo bom...

Ontem, em minha roda de amigas, abrimos um oráculo e lá me predizia que sim, meu sonho de amor, de filhos, de trabalho e meu querido filho seriam realizados! Claro, tudo tem seus pormenores, mas teria o que sonhava!!!

Que o que passei em 2014, de fato, é passado. 2015 é cheio de colheitas boas!

Quem não quer esse presente de aniversário? Predizeres de um futuro bom? Pois então, eu recebi.

Só o fato de estar com pessoas maravilhosas, com pessoas de bem e que buscam ser cada dia melhores, que se apoiam, é um presente!

Ter saúde para buscar o sucesso, ter amigos com quem compartilhar alegrias e saber que estes estavam nos momentos mais tristes... É poder colocar as mãos para o céu e saber que realmente, você é abençoado e tem consciência disso!

Meu aniversário, não tem grandes festas, mas tem uma energia maravilhosa. Deixo para trás o que merecidamente precisa ficar e abraço esse novo, compreendendo que os desafios virão, mas tenho um pouquinho mais de experiência e maturidade para dar conta.

Feliz dia para mim!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

(IN)Felicidades

Eu me pego, geralmente naquela vibe de pensamento positivo, que as coisas vão melhorar e que as pessoas tem um lado bom...

E então, vem a vida e me esbofeteia. Diz assim: chega de pensar em fadas "Sininho" e "Terra do Nunca"...
Me dou conta do quanto de tempo eu realmente perdi, do tempo que não voltará e que de fato, só fiz piorar as coisas... 

Eu não prestava para ele, mas viveu comigo. Eu não dava paz, mas ele não permitia que eu fosse... Eu reclamava e isso o deixava infeliz e mesmo assim, permaneceu comigo, me vendo chorar, desistir e até insistir no erro.

Eu não sou santa, mas falar que eu fazia da vida dele um inferno... Vamos lá! 
Construí tanto... E não serviu?

Desculpe, não estou sendo engomada, tolerante, querida e bondosa. Não! Pois quando nos permitimos ver o lado ruim das coisas, é deprimente, vemos o que, por tanto tempo existiu e você não quis ver.
As infelicidades servem, para aqueles que querem aprender, sofrer e deixar ir.

Ser grata aos ensinamentos é uma coisa, lamber o chão do seu algoz é outra totalmente diferente!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Capacidades e incapacidades

Cada dia me convenço de que o ser humano, quando não trabalhado, é um ser de muita vaidade!

As pessoas lançam um ideia e os demais vão levando o assunto a tal ponto que, numa decisão prática e objetiva, se torna algo aparentemente complexo, complicado.

Penso que a vaidade do ser, atrapalha e por melhor que sejam os argumentos, melhor que seja a retórica... Se estiver entre pessoas que buscam problemas, você terá muitas dores de cabeça!

Tenho a experiência de alguns anos em conviver com algumas pessoas que percebem a vida como problemática e eu sempre buscando respostas, resoluções e soluções!
Mas, certamente, elas despertam em mim, algumas inferioridades: não compreendo o sentido de amarrar por burocracias e detalhes que não levam a nada... De fazerem birra e se mostrarem tão mimimi... Sei, passei sempre pela forte, decidida e independente e muita gente acredita que sou assim 100% do meu tempo.
Quando na verdade, tenho isso também na minha vida. Sou um pouco bagunceira, leitora, apaixonada por aprender e ensinar, não consegui ter rotina de uma alimentação saudável ou ao menos apropriada para fazer academia, não cumpro horários de dormir, acordar, banho ou estudar: chego em casa e tenho que relaxar... as vezes tiro uma soneca e depois trabalho até a madruga, bebendo um copo de suco de laranja e indo dormir.

Esse é meu mundo.
E quando tenho que resolver algo, tento ser acolhedora, mas as frescuras... eu não sou lá muito tolerante... 

E não sei se foi criação, se é meu jeitão, se preciso ser domesticada... Não me acho desrespeitosa, só sinto que por vezes, o que eu digo, não parece ficar claro...

Já pensei em não falar mais nada, mas esse não é meu jeito.
O que não quer dizer que eu precise me expor, falando em nome dos outros!

Quem sabe esse seja o caminho: quem quer, que defenda seu ponto de vista. E as mimimi, por favor, me evitem!!! 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Final de ano - Seja LUZ!

E termino o ano assim: feliz.
Não consegui, ainda, algumas coisas, mas certamente, estar livre, é um presentão!

Não posso simplesmente olhar para o passado e elencar coisas ruins, seria, no mínimo injusta. Tive bons momentos, tive péssimos momentos e no cálculo final, o que valia a pena mesmo é ficar como estou.

Fácil? Não, não o é. Há muitas coisas que mereciam ser resolvidas, de forma madura e emocionalmente razoável, mas... não deu. Até hoje, sei que também não é fácil para a outra parte.

Eu não me sinto só. Não me sinto em solidão. 
Estou feliz em ter tempo para aprender mais sobre a minha espiritualidade, entender a psiquê, refletir... E lá, com aquele homem, não se fazia possível. Precisei sair para voar.
Deu um grande medo: como criar um adolescente, assumir tudo e ser independente, assim, via fórceps?

Mas estou aqui, quase Natal - data que não faz muito meu estilo -, pertinho do filho - e isso é meu maior presente -, com meus gatos. O trabalho se encerrou e estou cheia de ideias...

Tenho cursos, tenho viagens, tenho muitos livros! Chego a me imaginar caminhando e lendo ou sentada no trapiche do Guaíba lendo... qualquer de meus livros... Passarei por louca, mas não tem problema, só estarão dizendo o óbvio...

Então, nesse final de ano, desejo, veementemente que cada um, cada uma, busque ser mais feliz, se reconhecer feliz! 

Há muito a agradecer, a viver, conhecer e degustar da vida e creio que ela não se encerra assim, de qualquer modo. Nós somos convidados a desenvolver. 
Que cada um encontre ou viva melhor ainda seu amor, primeiramente por si e depois pelos demais.

Descobri, em solitude, que é preciso se escutar, acolher e amar a si. 
Depois, caminhamos em direção aos demais. E então, com sua experiência de vida, pode, na medida do possível, ser luz aos demais.

Não há receitas, há boa vontade!

Bom Natal e um 2015 - ano da colheita - de bons frutos!

domingo, 30 de novembro de 2014

Olhos delineados...

Sou uma mulher de mulher de certas extravagâncias, às vezes.
Ontem, passei horas no salão - faço isso uma vez a cada 6 meses -, arrumo cabelo, sobrancelhas (design) e dessa vez, fiz maquiagem semi-definitiva.

Achei o máximo não precisar passar o lápis todas as manhãs no olho... Parece tão simples, mas se estiver atrasada ou de mau humor, corre-se o risco de errar.

Bem, sentei naquela maca, me embrulharam em plásticos, limparam meu rosto, colocaram anestésico na minha pálpebra e deitei. Sempre que mandarem "deitar", cuidado. Deitei e doeu muito.

Aquele barulhinho de tatuador... a pele rasgando e tu lá... sem poder mandar parar, pois ficaria um M... por 18 meses.

Aguentei lá, falando uns palavrões baixinho, cruzando pernas, levantando a mão vez por outra para dizer: "preciso respirar"!

Depois de uns 20 minutos, já nem sentia mais nada.

Mas não pensei que saí muito feliz, questionei uns milímetros do canto de um olho que ainda estou desconfiada que não ficou bom - que diz o termo que posso retocar em até 60 dias -.
Ao sair, depois de pagar, fui para o mercado e consegui ter dor com as luzes, nauseada, peguei uma embalagem no setor de xampoo e condicionadores - o que foi que comprei? Condicionador! Mais um para a coleção -.

Enfim, termino meu domingo com o rosto inchado, não sei o que será... Me senti uma louca depois que fiz. Mas se der certo, vou amar... por hora, fico aqui... Cuidando com soro, sem molhar e tocar... aff, eu invento!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Alegrias...

Estava eu em minha maravilhosa sessão de terapia - não, eu não faço parte daquele seriado e o profissional que me atende é psicólogo e adoramos falar sobre Jung -, e lá, conversávamos sobre as doações e flexibilizações que temos e fazemos na vida. 
Como podemos, de fato, sermos flexíveis? Ok, uma pessoa precisa de mais tempo para compreender, necessita de maiores intervenções para elaborar aquele conhecimento. Mas na realidade, falávamos de aprendizagens de relações entre as pessoas. E aí, meu querido, a coisa complica.
É possível ensinar muitas coisas, linguagem, lógica, história, geografia... Mas os valores de convivência, são mensurados no momento vivido. Pense que você é uma pessoa mimada, logo, vai pensar em você mesmo sendo o centro das atenções e os demais, lhe serão vassalos. Você consegue, por um tempo, manter um papel social e um comportamento adequado com pessoas em situações mais simples, contudo, a intimidade lhe permite conhecer para além dos muros construídos para a distrairmos-nos e não ver o real.

Então, quando você não é assim, acaba, tendo que apelar para os santos, para as altas hierarquias angélicas e... Grande quantia de paciência. Vamos lá! 
Meu terapeuta ria de tantos absurdos e eu, a cada relato, me sentia mais longe do que existiu.

Depois que sai de lá, tranquila em certos quesitos. Mas fiquei pensativa por outras coisas que falo. Me sinto um pouco culpada, as vezes, por as pessoas acharem que não senti nada quanto a minha separação. Sinto que tenha levado tanto tempo, tentando me convencer de eu era a razão da infelicidade de todos. Sinto por ter batido tanto na mesma tecla e tentar ouvir melodias diferentes... Sinto não ter sido mais eu.

Sinto, às vezes, por me sentir feliz com essa liberdade. Pois muitas pessoas não compreendem e gostam de me apedrejar. Até meu emagrecimento é causa de falatório. 
Outras pessoas me vêem sorrindo e dizendo que o dia é maravilhoso e crêem, sem maiores motivos, que estou com namorado.

Eu não quero ser o centro das atenções, não preciso. Já precisei de ombro e de carinho e as pessoas que eu achava próprias para isso, não estavam prontas para mim ou a situação. Ok! Está tudo certo! 

Uma pessoa pode ser feliz pelo simples fato de ver beleza nas coisas e em si.
Sou alegre! 
Sou faceira. 
Sou grata por tudo que aprendo.

Não me sinto mimada, tão pouco carente. 
Sou eu que escrevo a minha história.