Não consegui, ainda, algumas coisas, mas certamente, estar livre, é um presentão!
Não posso simplesmente olhar para o passado e elencar coisas ruins, seria, no mínimo injusta. Tive bons momentos, tive péssimos momentos e no cálculo final, o que valia a pena mesmo é ficar como estou.
Fácil? Não, não o é. Há muitas coisas que mereciam ser resolvidas, de forma madura e emocionalmente razoável, mas... não deu. Até hoje, sei que também não é fácil para a outra parte.
Eu não me sinto só. Não me sinto em solidão.
Estou feliz em ter tempo para aprender mais sobre a minha espiritualidade, entender a psiquê, refletir... E lá, com aquele homem, não se fazia possível. Precisei sair para voar.
Deu um grande medo: como criar um adolescente, assumir tudo e ser independente, assim, via fórceps?
Mas estou aqui, quase Natal - data que não faz muito meu estilo -, pertinho do filho - e isso é meu maior presente -, com meus gatos. O trabalho se encerrou e estou cheia de ideias...
Tenho cursos, tenho viagens, tenho muitos livros! Chego a me imaginar caminhando e lendo ou sentada no trapiche do Guaíba lendo... qualquer de meus livros... Passarei por louca, mas não tem problema, só estarão dizendo o óbvio...
Então, nesse final de ano, desejo, veementemente que cada um, cada uma, busque ser mais feliz, se reconhecer feliz!
Há muito a agradecer, a viver, conhecer e degustar da vida e creio que ela não se encerra assim, de qualquer modo. Nós somos convidados a desenvolver.
Que cada um encontre ou viva melhor ainda seu amor, primeiramente por si e depois pelos demais.
Descobri, em solitude, que é preciso se escutar, acolher e amar a si.
Depois, caminhamos em direção aos demais. E então, com sua experiência de vida, pode, na medida do possível, ser luz aos demais.
Não há receitas, há boa vontade!
Bom Natal e um 2015 - ano da colheita - de bons frutos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário