domingo, 11 de agosto de 2013

Pedaços


Em pedaços
com pedaços 
apenas pedaços

São fragmentos de bem viver, misturados com mentiras, fatos e desastres.
Uma borra cheia de poeira, é uma das maneiras que sinto minha vida infame.
Uma vida de lutas, de alguns amores e muitos transtornos.
Um tempo que passo pela vida, nessa existência que reclamo e não mudo.
São temores.
São grandes demais.
Sou forte de menos.
Faço mil caras para disfarçar quando na verdade, apenas minto razoavelmente péssimo -se fosse bem, até eu acreditaria!
E sigo de cena em cena, a cada esquina, equilibrando o pranto junto a um sorriso mal dado, um copo de vinho e saltos altos. Uma dose de bem estar para afastar a realidade tão difícil.

Não estou a beira de um suicídio, não. Não tenho coragem pra isso. 
Sou uma esperançosa que perde a vida pelas frestas das mãos... a ampulheta do tempo não tem presentes para ninguém e meu tempo se esvai.

Sei o que é preciso, mas meu medo é maior que tudo.
As decepções não me ajudam a confiar em nada e nem em ninguém.

É complicado olhar o lado do avesso das pessoas e depois dizer que a vida é bela. Lamento, mas ela não é assim, a que a torna bela é o lado que se olha. 

Preciso atravessar a ponte, como diria meu amado Bion. É preciso seguir em diante. É necessário dar o passo, é justo que o faça para que, adiante, possa entregar-se novamente ao descanso de minhas lutas.
Receber o bálsamo às minhas feridas, o mel que alimenta o corpo e acalma a alma.
Mas é só depois da ponte.

Estou em pedaços.
São pedaços que tenho.
E tenho que seguir, ainda assim.
"É o fôlego que se toma antes do salto"
"Ser portador do anel é estar só"

Então, vou.
Mas não sei quando.


sábado, 18 de maio de 2013

Não vá embora? Vá!

Numa despedida, eu escrevi essa música para uma pessoa a quem amei muito.
Eu não fiquei um pouco mais e nem ela.
Realmente nos separamos e cada um seguiu sua vida.
Acho que ele descobriu o que é amar - depois de mim!
E ainda lembro das esperanças...

Hoje, se alguém quer ir, eu deixo. Nem fique um pouco mais, não tenha pena.

Também não posso ficar, e eu sei que o que faço, ninguém sabe fazer como eu. Mas não posso perder mais tempo, isso era coisa para quem tinha todo o tempo do mundo.

Ninguém escreveu essa música para mim e nem por isso acredito que não seja importante. Mas, as vezes, o destino nos prega peças.
Despedidas sempre são, na minha humilde opinião, coisas difíceis, ao menos para mim. O pra sempre é muito tempo. E o tempo que passa, muda tudo.
É preciso mudar, eu sei, sempre digo isso... mas é difícil.

Então, que as boas lembranças possam não ir embora e ficar um pouco mais, afinal, algumas nos fazem bem - nos dizem que fomos felizes e que de alguma forma, de repente, podemos ser de novo... com outra pessoa.

Mas é claro...

Quando era uma adolescente, escutava essa música e me dava uma grande esperança.
Nos dias de hoje, percebo que, se o sol não for destruído ou o planeta, certamente ele vai voltar amanhã.

Mas não consigo mais ter essa esperança que tudo vai ser diferente como sonhara antigamente.

Perdi um pouco do brilho, um pouco da esperança, não aceito mais histórias... deixei de acreditar.

Mas ele nascerá todos os dias, mesmo com as injustiças, justiças. Mesmo eu fazendo o melhor, dando o melhor de mim ou não, ele virá.

Acho que o Renato, em algum momento pensou nisso!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Brincando de faz de conta

Quando somos crianças, brincamos de faz de conta...
Faz de conta que sou adulto, que tenho trabalho, que tenho filhos, que tenho lugares especiais, que existe em algum lugar um príncipe encantado, que tens ilusão e esperança para mudar o mundo todo ao teu redor...

Muitas e muitas coisas
Depois, tornamo-nos idealistas, coisas de adolescentes, lutas e lutas por coisas efêmeras... paixões arrebatadoras de 10 segundos...

E isso também passa...

Comigo foi assim e achei bom.

Mas agora, adulta, é que o faz de conta é pra valer!
Você faz de conta que é feliz, pois, se não for é deprimido, precisa de remédios.
Faz de conta que está tudo bem no serviço, do contrário, você está insatisfeito e portanto pode não estar mais de acordo com a proposta... em alguns lugares é assim...
Faz de conta que o leite é bom, que o preço é justo...
faz de conta que a família é estruturada - ninguém viu a estrutura da casa dos Wesley...
faz de conta que no final de semana estaremos equilibrados...
faz de conta que somos tolerantes...
e faz de conta....

Esta semana escutei: acho que precisa de ajuda - por dizer que regras não eram cumpridas e que eu, a cada ciclo que meus alunos fecham estou lá para lançar novos desafios e enfim despedi-los para o ano seguinte e eu passa ano e entra ano, e meus ciclos não fecham, apenas permanecem.
Eu naõ preciso desse tipo de ajuda. Preciso de coragem. De impetuosa... aquela gana de viver como se o amanhã não existisse...

Mas me acostumei a fazer de conta que está tudo bem...
A fazer de conta que "é só por hoje".

Quando na verdade eu sei o que quero e não tenho força para fazer.
Não faço por ter medo de ser errado.
Não faço por temer um futuro incerto.
Tenho medo de voltar a sonhar, por isso sonho o sonho de educar... mas e meus sonhos... deixei de ter...

faço de conta que tenho, faço de conta que sorrio, faço de conta que gostava de fanta, pois agora tomo Aquafresh...

me canso de fazer de conta, a maquiagem nem sempre fica bem...

sábado, 4 de maio de 2013

Cansada!

Eu tenho uma pilha de revistas... Fazem uns 6 meses que não leio o que recebo.
Pago assinaturas, mas não leio mais.
Pensei em doá-las, sim, farei isso, mas depois de lê-las. O que me parece meio infantil, uma vez que já sei que não vou conseguir ler.

Entrei em mais um curso, tenho uma arte marcial que vou 4 vezes por mês, quando deveria ir no mínimo 8!
tenho reuniões semanais que vou sempre, tenho um plano de saúde que nunca está a miha disposição e preciso, no mínimo de uns 3 médicos desde o final do ano passado!

É tanta porcaria que não dou conta!
Tenho um presente pra fazer.
Sim, daqueles de arte, sabe, costura, bordados, fitas... quando ficar pronto, ficará lindo. Mas... ainda não comecei, de fato a fazer e é pra hoje. Comprei todos os materiais. Toalhas, tecidos, agulhas... mas fazer, só tenho tempo hoje e demora horas para ficar pronto.

Como sempre digo: tanto o que fazer e tão pouco tempo.

Nem vou lembrar que tenho que pagar Imposto de Renda, tenho que fazer as unhas, o cabelo, corrigir pilhas de trabalhos, ir no encontro dessa amiga que o presente não começou a ser feito, visitar minha mãe...

Tô cansada em maio!
Que será que vai ser em outubro?

domingo, 21 de abril de 2013

Intensidades...

Eu fico pensando e passo tempo com isso.
Será que só acontece comigo, que lendo um livro uma palavra me leva pra outro mundo...
As vezes vejo as pessoas juntas e felizes e então me "teletransporto" para momentos que vivi aquela intensidade.

Intensidade...
Acho que anda me faltando esse sentimento.
Meu coração não quer mais saltar pela boca - e não me recomende pular de bung-jump! -.
Minhas pernas não vacilam mais...
Minhas mãos não suam de ansiedade.

Eu só corro.
Corro para que os planejamentos e observações estejam nos gráficos. Que pessoas aprendam, façam seus deveres, estudem, elaborem estratégias e consigam ter sucesso com a minha mediação - e assim sou feliz.

Mas aquele toque no coração, aquele despertar, aquela pressa em ser feliz de um outro jeito, aquele momento surpresa... aquela vontade de ver, ouvir, tocar...
Não existe na intensidade que que outrora já vivi.

Se é ruim ou bom... não sei. De repente era para aquele momento e agora é a rotina dos dias.

Mas, e sempre existe um mas... eu queria ter aquele rosto belo da Ana Clara a me olhar e eu tê-la no meu colo para dizer que é minha e ninguém no mundo nos separaria. Dizer a ela que é única e com o retorno do olhar ela me dizer: eu sei, sou a clara beleza da graça de Deus em tuas mãos.

E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração...

sábado, 13 de abril de 2013

Perfeição

Eu disse ontem: eu só queria algo simples, sabe... perfeito. É pedir muito?

Coisa de pessoas doidas.
Coisa de querer provar que realmente fez um excelente trabalho, sem sombras de dúvidas.
Mas pra que?
Ah, pro passado da gente.

Ser uma professora excelente é dizer aos meus professores que posso ser igual ou melhor do que eles... Para que tenham orgulho de mim.

Ser uma excepcional mãe é provar que minha maternidade supera a da minha mãe: veja, meus olhos cercam o meu filho que o conheço bem, sem seus limites e potencializo suas qualidades. O que ainda não está bom ficará logo melhor!
Um D em Matemática, um C em Português me fez correr para um espaço de reforço escolar, testes, avaliações e mais uma penca de coisas... até quadro eu comprei pra ele...
O pai dele disse que é exagero. Talvez um pouquinho. Mas não posso passar de negligente. Não posso cometer os mesmos erros que meus pais, ao menos isso.

Sufoco?
Sim, acho que demais.
Mas a vida é tão difícil e a gente tem que dar o melhor de si, o melhor...
Quem sabe o melhor dos meus pais foi dado a mim...
Quem sabe, meu filho vai olhar pra traz e dizer que fui uma mãe neurótica (com razão).
E quem sabe essa mania controladora é para dizer que sou o máximo.
O que não é verdade, nunca será.
Sou de carne e osso.
Sou de carne, osso, gordura saturada, água e ansiedades...

Com um coração grande e um cérebro que não descansa... e muita mania.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Dois lados

No primeiro ano que exerci a profissão de professora, me disseram que eu era "disciplinadora". Aquilo soou  pejorativamente. Mas nunca me esqueci.
Hoje em dia, os terrores vem para minha aula e as pessoas do meu convívio comentam que vou por "nos eixos".
A fama continua, disciplinadora.
Há quem não goste. Há quem goste. Como tudo e todos na vida. Não agradamos a todos.
E hoje em dia, faço meu melhor, meu possível e o resto não dá pra esperar que a fada madrinha venha e faça mágica. 
Também, não abuso do conhecimento e ouso dizer que uma criança agitada tem hiperatividade, como muitas professoras fazem! Tive um caso desses, a professora anterior a mim, constatou que "Joãozinho" era TDAH... Quando chegou para estudar comigo, disse para a mãe dele que ele era muito agitado, lhe faltava a disciplina do corpo, mas que no meu ponto de vista, não tinha esse transtorno. Me comprometi em cooperar com ele para termos um ano letivo produtivo. Cheguei em casa batendo os calcanhares... indignada. Como pode ser possível, a professora ficar tranquila quando uma criança é medicada sem necessidade? E se fosse o filho dela?
Não foi fácil lidar com o menino, mas seria pior lidar com minha consciência!

A disciplina dada e vivenciada com carinho, com propósito, tem bons resultados. Também não podemos confundir rigor com pavor, medo com respeito. Eu brinco com meus alunos, rio, conto situações engraçadas e escuto as deles (na medida do possível). Ensino, corrijo, encaminho, cobro, faço cara feia e tudo. Mas quando passa isso, dou carinho, chamo de meu anjo, meu querido, amada, coisa linda da profe e afofo, dou beijo, carinho...

Não sou molenga, não sou carrasca. Procuro medir as situações. Dou minha palavra que se a regra for quebrada eu busco outras pessoas para resolver comigo a situação, e depois vou. Vou até o fim. Negocio, combino e depois cada um cumpre o estabelecido. Claro, são crianças, mas não esqueço: são crianças que pensam e podem pensar e fazer melhor!

Hoje, o que um dia foi usado para me fazer desistir do meu sonho, é uma das minhas fortalezas! 

domingo, 17 de março de 2013

Pés frrios

Depois de uma deliciosa noite de outono - e ele oficialmente nem tá aí! -, acordo com miados enlouquecidos de Jack, meu mais novo gato novo. Com os pés descalços fui correndo até o outro quarto abrir a porta e deixá-lo sair, dar ração, sachê de carne e um leitinho morno. Meus pés rapidamente esfriaram. Entrou pela janela da sala o Thygra, meu gato tigrado - afônico - e vou para cozinha, dizendo: o que tu me pede em silêncio que não vou te servir? Servi a ração dele em seu pote, chegou seu irmão Panthro e logo me abaixo para acarinhá-lo e ele rejeita, afinal, é o Panthro!
Cada um de meus animais tem um jeito de ser, cada um com suas manias e sei que não passo de serviçal a eles!
Cães, ao meu ver são os que cuidam de algo para nós, os gatos, ao contrário, querem o nosso cuidado, mas na hora que eles assim o desejarem, da forma como idealizam... - gatos idealizam? Sim! os meus fazem o que minha imaginação determina... como um gato! -

Meus pés gelados me lembraram de muitos outonos... das torradas na casa de minha mãe quando era criança, dos filmes nas casas dos amigos, eu enroscada em cobertores ao longo das madrugadas acordada com um saboroso companheiro chá.

Agora, estou com Jack a dormitar no meu colo, equilibrando o pc e uma gostosa coberta sobre mim, meias nos pés e uma preguiça enorme. Pilhas de trabalho me esperando, cada folha querendo ser a primeira a ser corrida... Tabelas para preencher, nomes a colar, pastas a organizar com papéis corridos e as tabelas já preenchidas. Um almoço a fazer, um filme no cinema que me aguarda, uma detestável coelha incompleta na mesa esperando para ser costurada no trilho de mesa que era pra eu ter aprendido a fazer no sábado...
Um coração partido... quase dois meses sem falar com meu pai. E tudo me espera ou eu que os deixo a esperar...

Tenho meu filhote aqui, calorozamente ao meu lado. Ele nada espera, só vive um dia de cada vez e eu, no passado, com o presente atrolhado de coisas e um futuro incerto como de todos os mortais.
Que dó do meu perfeccionismo e vontade de que tudo esteja perfeito e pessoas ao meu redor felizes!

E o pior no meu corpo eram meus pés gelados... mas se parar para pensar... tem muita coisa gelada em mim!

sábado, 9 de março de 2013

Por que mudamos?

Se mudamos isso mostra algum nível de inteligencia, afinal, isso é adaptar-se. A pessoa pode até sofrer, por um tempo sobre alguma coisa, mas precisa ser um tempo, um tempo de luto, de despedida, de aceitação e de desapego. Palavras podem parecer fáceis e superficiais, mas são delas que construímos nossos ideais e cavam nossas sepulturas: o não, o sim, o nunca, o "te odeio", o te amo mas não dá....

Bem, se precisamos mudar e resolvemos mudar são duas instâncias diferentes. Precisar, todos precisam, resolver mudar, nem todos aceitam, pois demanda desacomodar. Não sou exemplo nenhum, tenho minhas covardias, meus medos e tenho uma audácia as vezes que me surpreende.

Posso cozinhar uma situação por anos, só pra provar que estou certa e isso não é inteligência, é orgulho e soberba!

Buscar ser feliz com um ideal, uma pessoa ideal não é real. Sei por ter passado por isso durante anos. E quando as pessoas me perguntam e daí, como tá? Respondo: eu vi o real e descobri que seria difícil demais tê-lo comigo. Houve o luto, houve tempo de despedida e da aceitação. Não vou dizer que hoje só caminho sobre flores, não isso é ridículo. Mas essa mudança foi fundamental, assim como outras que se tornaram importantes para meu conhecimento de vida.

Acho que mudamos para buscar novas experiências, perspectivas e termos momentos felizes para adoçar tanta luta nos dias que vivemos.
Hoje, não alimento mais algumas ilusões e isso não quer dizer que não seja idealista como sempre fui. Que desacreditei que pessoas possam amar, que a poesia não possa ser escrita e que um olhar possa dizer 872 intensões...
Mudar para viver mais melhor, com menos culpa e deixar o "se" no lugar dele: um lugar que não quero visitar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Paz

PAZ é um conceito que as vezes pode passar por contraditório.
Nessas férias, tive a oportunidade de ser obrigada a conviver com pessoas que desgosto. Estava eu quieta no meu cantinho, mas elas alugaram a casa de cima da minha.
OK. Posso sair batendo os calcanhares e gritar aos quatro ventos, mas porque não me manter em paz?
Pois é, a paz pertence aqueles que a querem conquistar.
Me mantive ao longe, observando e quando chegavam perto de mim era só pensar que não poderiam me fazer mal.

O maior mal que se causa a si, vem de nós mesmos.
Então, no final das contas, com tantas coisas que antigamente poderiam me abalar, me fizeram ver que sou forte o suficiente, como gosto de dizer: sou pior que isso!

Tive, nesse início de ano algumas decepções com pessoas que amo - não deixei de amá-las, só pude ver suas fraquezas que julgava que não existiam nelas, talvez as suas inércias, não sei bem... -, tive que fazer muita coisa só.
Mas também tive bons momentos. Quem pode decidir o que vai ficar sou eu. E decido que tudo é aprendizagem, tudo é pra crescer, meditar e fazer melhor da próxima vez.

Não passei na prova prática de direção - muitos rodam, eu não seria diferente. Vou recomeçar, afinal, persistência  é algo forte em mim.
Há coisas que merecem um tempo a mais para resolver e assim terão, para que eu não me arrependa, que possa olhar para trás e pensar: fiz tudo, agora sigo outro caminho.

E, jamais lamentar pelo que se perdeu, pois se perdeu foi por você não ter tido capacidade de ter, capacidade de conter então, choramingar não tratá de volta. Levante o seu nariz e siga em frente!
É o que faço.

sábado, 26 de janeiro de 2013

De volta ao paraíso?

Voltando para minha maravilhosa Porto Belo e ficarei lá uns 20 dias!
Levarei comigo os livros, as ideias, o netbook, filmes para rever...
Livros, pois tenho 5 para dar conta! O Código, Símbolos de Jung, numerologia (para concluir estudos para duas amigas), dois livros de produção textual e ortografia (séries iniciais) - sendo que um já estou no fim -, um de matemática. Há também o restante de outros livros que preciso pegar as ideias para formar as devidas estratégias para os anos que leciono. Isso acrescenta mais uns 4 livros finos.

Depois, ainda tenho o projeto de mandar embora os 5 kg que ainda estão em meu corpo sem minha aprovação - o que demandará duas caminhadas por dia na praia, não comer sorvete, tomar leite semi-desnatado, água e chás sem açúcar, pouco amido e fartura de folhas - que gosto de chamar simpaticamente de "pasto".

Terei de ir na praia duas vezes no dia, pois levarei meu filho para tomar banho e cansar-se o máximo possível - o que é bem difícil, embora ele também precise de exercícios -. 

Ser simpática com pessoas que não gostaria de ver, pois não há paraíso sem cobras, sabe. Alugaram o apartamento acima do meu, pessoas que tenho dificuldade em me relacionar. Passarão o carnaval lá. E coisa boa, chegarão exatamente no dia do meu aniversário!

Ainda não me curei de uma gripe de 12 dias. Parece que piorou nas últimas horas. 

Enfim, sempre tenho esquematizado trabalhos, pois se descanso, tá ótimo, mas tem hora que fico com tanta vontade de trabalhar...
Praticamente não fiz nada do dia 5/01 até o dia 12/01 - o chamei de primeiras férias férias -, então, agora, se fizer algumas coisinhas... ainda estarei nas antigas férias e fazendo o que gosto!
A diferença é que faço sem pressão. Afinal, pressão, terei nos meses de março até dezembro!

Então, que consiga curtir o paraíso sem dar papo pras cobras!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Calor e outros males

Tenho tanto pra fazer mas esse calor de hoje não me deixa!
Tô de pijama até agora... só penso que todos os verões lembro que em setembro tinha que ter comprado o ar condicionado!

Já escrevi, dormi em frente ao computador (sendo acordada por respingos de água do meu filho pré-adolescente!), espero a chegada da minha sobrinha do Canadá, enjoada com o calor, e minha sala de jantar virou ateliê!

Ainda meu escritório está uma bagunça.

O bom de tudo isso é... bem, sei que há coisas boas, mas por exemplo, tinha que ter ido comprar minhas passagens para Porto Belo - que pela ironia do destino, no carnaval terei pessoas irritantes no apartamento acima do meu. Uma semana que escutarei aquelas vozes - antes eu fosse esquizofrênica, ao menos abaixo de medicamentos eles deixariam de existir, mas como não sou! -. 

Enfim... Calor é sempre terrível aqui em Porto Alegre. Embora nas últimas semanas até que anda bom.
Ainda estou gripada, tomando 4 medicamentos diferentes para manter-me relativamente de pé.

E depois de tanta coisa "boa", ainda terei que esperar 10 dias para reiniciar meu processo de Habilitação - sim, eu rodei de novo ontem.
Sim, eu xinguei o carinha do DETRAN, na verdade, falei alterada na voz... Mas mandei o instrutor entrar no carro que com ele eu não discutiria... Não foi uma cena que me orgulhasse, mas... se saísse de lá sem dizer nada, bem, não seria eu.

Agora, é recomeçar. Acho que em outra auto-escola, no bairro que conheço tri bem, possa ter mais sucesso!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Trabalhos que amo!

Muito trabalho. 
Estou de férias, mas há sempre coisas para serem feitas: orquídeas para mudar de vasos e cuidar das raízes (consegui fazer no sábado); concluir artesanatos: caixas em mdf (consegui concluir 7 trabalhos), dar continuidade a mais 4 caixas e uma enorme para guardar lenha!
Cães já de banho tomado e com controle de pulgas, gatos idem.

Materiais para o ano letivo: sempre fazendo e nunca é o suficiente!
Leituras: estou com 6 livros para dar conta - acho que na beira da praia vou conseguir dar conta, sabe, filho no mar e eu com um olho no livro e outro no filho.
Bordado para o enxoval de toalhas de uma colega: duas toalhas de banho com as iniciais do casal, uma toalha de rosto e um tapete de banheiro, tudo branco e bordados em degradê em rosa e verde.

Será que dará tempo?
Queria fazer meu maravilhoso curso de patchwork, mas parece que não haverá tempo!!!

Adoro fazer trabalhos diferenciados! Mesmo ainda não totalmente curada, mas a energia que se tem, devemos fazer algo que nos dê prazer.
Simples é ser feliz com essas pequenas coisas, pois se esperar para fazer coisas grandiosas, talvez não tenha oportunidade ou competência!!!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dificuldades

As vezes sua família solicita mais do que você imaginava.
Correr para uma emergência com alguém que ama e reza pra que esta não a deixe... é, sem dúvida uma experiência que jamais vai esquecer.
A questão é que já passei por ela algumas vezes.

Chegar e ver o pior, é, sem dúvida algo que não se quer viver, tão pouco reviver - mesmo que seja com pessoas diferentes!

Pois não se limita ao fato de juntar o corpo e buscar ajuda para este. Vai além. Você precisa buscar profissionais que cooperarão com a autoestima, com a volta a vida.

Fazer isso foi uma demanda de energia, passa pela busca dos profissionais, o conhecimento das etapas, convencer a pessoa da necessidade, a postura firme e amorosa, ter que assumir por vezes a única adulta da situação sem tirar aspectos da autonomia, estar ciente que precisará sair de cena sem deixar de apoiar e estimular a continuidade... af e isso é só o começo.

Lembro quando sugeri o psiquiatra e uma pessoa disse: "eu sempre achei necessário". Então falei que um psicólogo era fundamental, afinal, geralmente nas clínicas se tem um controle de medicação e/ou investigação orgânica, mas a terapia nem sempre acompanha o pacote" e a pessoa disse, em tom de surpresa: "Tu sugere terapia?" 
As vezes as pessoas complicam! Um caso como o que ocorreu, não há dúvidas que a terapia é emergente!

Sempre tenho esperança com as pessoas. Depois me estrepo, algumas vezes não... mas acho que sempre é bom ter esperanças em meio as "dificuldades".

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Praia

Sair para veranear as vezes é muito bom, pode ser muito bom.
Você arruma malas, separa coisas, organiza um calendário, põe o guri a ajeitar as próprias coisas e ainda assim olha pra ver se não tá faltando nada.
Vai e fica cerca de 6 horas com a bunda colada no banco. Dorme, acorda, quer comer, quer escutar música, quer... quer sair correndo as vezes.
Para em paradas e quando chega pra comer um salgado o atendente te diz: salgados só em 40 minutos, aff, vai até a máquina e compra um mocaccino, ou dois...
Sai novamente para a viagem.
Chega cansada, arruma as coisas. Vai ao mercado, compra comida, sorvete, refrigerante...
Depois limpa a casa, arruma os quartos, providencia o almoço. Fica na casa e descobre que não tem internet.
Dorme.
Acorda perto das 16 horas. Coloca o biquini, passa protetor, manda o filho passar, dá alguns retoques no protetor no rosto do filho - que faz careta.
Sai com cadeira, guarda-sol, bolsa com dinheiro, livro, celular, mais protetor - me senti uma diva da música pop com tanto protetor! - e o sol na cabeça.
Senta na beira da praia, arruma cadeira, avisa o filho dos perigos do mar, coloca toalha no chão, põe o guarda-sol com cuidado e fica embaixo dele. Abre o livro e com um olho nele e o outro no filho passam-se 2 horas. Entre esse tempo ele vem, pede refri e kreps... pago.

Levanta da praia, arruma cadeira, toalhas, bolsa e sai.
Volta pra casa. Manda tomar banho, tirar a areia e não sujar a casa - não adianta, ele entra com os chinelos com areia, joga o calção no chão no banheiro, pede toalha. Vou lá, entrego a toalha, lembro para não demorar. Depois do longo banho, passar hidratante. 
Mais uma refeição.
Mais sujeira.
Mais limpeza.

Põe-se um filme. Não posso ver, ainda não tomei meu banho!
Depois de 2 horas eu consigo sentar.
Vem a pergunta: o que vamos jantar, mãe?
Afff...
Um cafezão! 
Abre essa geladeira e põe tudo dentro de um pão e come!

Filho pré-adolescente come muito!!!
Isso foi o primeiro dia! E tenho um mês e meio de férias!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Revisão

Todo o final de ano faço revisões.
Há anos que faço melhor, outras vezes pior...
Com a terapia (saudades) venho fazendo de forma mais crítica e contando as verdades pra mim mesma!
Tenho a tendência a perseguição.
Então comecei a esquadrinhar os momentos pelos quais passo com determinadas pessoas e que me causam problemas (entendeu? Eles me causam problemas! hehe).

Uma das grandes coisas foi, além de encontrar pessoas com personalidade forte e bem tendenciosas a ter suas ideias como verdades absolutas (eu também tenho essa tendência), a maneira de me defender destas é grande.
Ok! Não há como evitá-las o tempo todo. Tenho que enfrentá-las. Mas o como é que faz a diferença.
Tive a experiência de ter um instrutor cabeça-dura, militar e com um ego enorme.
Não pude resistir e disse algumas coisas estapafúrdias...

Há pessoas na hierarquia que não podemos fazer isso.
Não consegui ainda me adequar a aturar burrices... Gente falsa, arrogante sem o mínimo de genialidade.
Há quem diga que o arrogante perde sua genialidade ao optar por ser. Mas olha, antes um arrogante gênio do que um arrogante burro!
Ser inteligente é diferente de gênio.
O cara genial resolve situações que os demais mortais não conseguem. E aí, dou minha cara a tapa pra esses caras! E, sim, na minha opinião podem deixar bem claro que foi graças a eles! Mas o arrogante burro só serve para empacar o negócio.
Odeio quando meu filho é arrogante e petulante. Mas conviemos, é minha cara! E ele tem exemplos. Por mais que eu tente, quando vejo que só eu posso fazer, me dá um orgulho!!! E meu filho não tem a experiência da vida, das consequências maiores... Ele tem pessoas na família que são arrogantes e não tem nada de especial, nada pra somar...

Ao longo do ano, também me deparei com alunos assim, e tentei que entendessem que ainda sendo fantástico, o que fazer com tudo isso? Ainda seria melhor aprender a conviver.

Eu na verdade, convivo, com um pé atrás, observando o calor das coisas. Depois de bater a cabeça, a gente se torna observador e pouco vive a intensidade de certas coisas.

Ainda sou uma idealista. Ainda amo coisas que os outros não sabem mais fazer. Eu consegui perdoar pessoas. Eu consegui me perdoar.
Superei rodar no exame de habilitação.
Vou tentar novamente!
Pessoas colocaram para mim: Se não refizer, não é a pessoa que conhecemos.

Não, não seria mesmo!

Então, de tantas coisas chatas, no final, houve um saldo positivo: aprendi um pouco de inglês, aprendi muita matemática e Português estudando pro Militar com meu filho, desisti de algumas coisas, larguei outras de mão...

Continuo lecionando em duas escolas e estou supermotivada a fazer melhor e diferente pra 2013!
E acho que isso me basta!