Se mudamos isso mostra algum nível de inteligencia, afinal, isso é adaptar-se. A pessoa pode até sofrer, por um tempo sobre alguma coisa, mas precisa ser um tempo, um tempo de luto, de despedida, de aceitação e de desapego. Palavras podem parecer fáceis e superficiais, mas são delas que construímos nossos ideais e cavam nossas sepulturas: o não, o sim, o nunca, o "te odeio", o te amo mas não dá....
Bem, se precisamos mudar e resolvemos mudar são duas instâncias diferentes. Precisar, todos precisam, resolver mudar, nem todos aceitam, pois demanda desacomodar. Não sou exemplo nenhum, tenho minhas covardias, meus medos e tenho uma audácia as vezes que me surpreende.
Posso cozinhar uma situação por anos, só pra provar que estou certa e isso não é inteligência, é orgulho e soberba!
Buscar ser feliz com um ideal, uma pessoa ideal não é real. Sei por ter passado por isso durante anos. E quando as pessoas me perguntam e daí, como tá? Respondo: eu vi o real e descobri que seria difícil demais tê-lo comigo. Houve o luto, houve tempo de despedida e da aceitação. Não vou dizer que hoje só caminho sobre flores, não isso é ridículo. Mas essa mudança foi fundamental, assim como outras que se tornaram importantes para meu conhecimento de vida.
Acho que mudamos para buscar novas experiências, perspectivas e termos momentos felizes para adoçar tanta luta nos dias que vivemos.
Hoje, não alimento mais algumas ilusões e isso não quer dizer que não seja idealista como sempre fui. Que desacreditei que pessoas possam amar, que a poesia não possa ser escrita e que um olhar possa dizer 872 intensões...
Mudar para viver mais melhor, com menos culpa e deixar o "se" no lugar dele: um lugar que não quero visitar.
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