Estava eu em minha maravilhosa sessão de terapia - não, eu não faço parte daquele seriado e o profissional que me atende é psicólogo e adoramos falar sobre Jung -, e lá, conversávamos sobre as doações e flexibilizações que temos e fazemos na vida.
Como podemos, de fato, sermos flexíveis? Ok, uma pessoa precisa de mais tempo para compreender, necessita de maiores intervenções para elaborar aquele conhecimento. Mas na realidade, falávamos de aprendizagens de relações entre as pessoas. E aí, meu querido, a coisa complica.
É possível ensinar muitas coisas, linguagem, lógica, história, geografia... Mas os valores de convivência, são mensurados no momento vivido. Pense que você é uma pessoa mimada, logo, vai pensar em você mesmo sendo o centro das atenções e os demais, lhe serão vassalos. Você consegue, por um tempo, manter um papel social e um comportamento adequado com pessoas em situações mais simples, contudo, a intimidade lhe permite conhecer para além dos muros construídos para a distrairmos-nos e não ver o real.
Então, quando você não é assim, acaba, tendo que apelar para os santos, para as altas hierarquias angélicas e... Grande quantia de paciência. Vamos lá!
Meu terapeuta ria de tantos absurdos e eu, a cada relato, me sentia mais longe do que existiu.
Depois que sai de lá, tranquila em certos quesitos. Mas fiquei pensativa por outras coisas que falo. Me sinto um pouco culpada, as vezes, por as pessoas acharem que não senti nada quanto a minha separação. Sinto que tenha levado tanto tempo, tentando me convencer de eu era a razão da infelicidade de todos. Sinto por ter batido tanto na mesma tecla e tentar ouvir melodias diferentes... Sinto não ter sido mais eu.
Sinto, às vezes, por me sentir feliz com essa liberdade. Pois muitas pessoas não compreendem e gostam de me apedrejar. Até meu emagrecimento é causa de falatório.
Outras pessoas me vêem sorrindo e dizendo que o dia é maravilhoso e crêem, sem maiores motivos, que estou com namorado.
Eu não quero ser o centro das atenções, não preciso. Já precisei de ombro e de carinho e as pessoas que eu achava próprias para isso, não estavam prontas para mim ou a situação. Ok! Está tudo certo!
Uma pessoa pode ser feliz pelo simples fato de ver beleza nas coisas e em si.
Sou alegre!
Sou faceira.
Sou grata por tudo que aprendo.
Não me sinto mimada, tão pouco carente.
Sou eu que escrevo a minha história.
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