domingo, 17 de agosto de 2014

Terapia - sem autorização!

Se por um lado sou paciente, no que se refere paciência... De outro lado sou paciente no que se refere a algumas doses de sarcasmo.

Minha antiga terapeuta, certa vez me disse: guria, o conhecimento pra ti também é forma de defesa.
Sim, sendo uma excelente terapeuta, percebeu isso muito rapidamente.
Precisei ir a uma terapia familiar, iniciada pelo meu ex. Que lindo, hoje ele se preocupa (minha pergunta é até quando, por quanto tempo). Fui, mas não a autorizo a me delinear, a me ler. Aí... Começam os problemas pra eles. Dou uma lista do que sou é o que não sou. 
Sou a. Que olha no olho e diz, não disfarço, sou aquela que se tivermos que retirar o braço de alguém para lhe poupar a vida eu seguro a pessoa e digo: "faça"! 

Sou justa, e como diz um amigo e orientador, cuidado que a justiça, pode ser tão justa que se torne inflexível!  Sim, sei bem disso. Mas essa sou eu também. 

Em resumo, fui extremamente forte, contava com minha fé, com meus desejos e principalmente com a verdade. 
Me disseram que eu parecia uma mulher solitária. Afirmei que era. Afinal, não existia ninguém, em anos que pudesse estar comigo - lógico, incluía o tempo de casada que vivia solitária. Nada me tira dos meus planos, dos meus ideais. E se a discussão era a educação de meu filho, não seria por parte da família paterna que eu iria baixar a cabeça. Na realidade, nem para a minha.

Sou uma mulher muito decidida, muito eu, mas jamais egoísta. Sou muito pelo certo e pelo meu filho, compro brigas, e aceito duelos... Nada me separa dele... Nossa história é de antes dessa vida. 
Lembro que minha terapeuta, católica, não aceitava bem essa história de missões, resgates... Mas dizia que tínhamos uma ligação simbiótica. Dei mais espaço pro meu filho, o fez bem. Contudo, o que era realmente nosso, nunca se separou. 

Terapia consiste em autorização por parte de ambos, o terapeuta precisa se sentir a vontade de interagir e pelo vínculo intermediar o passado, os sentimentos, os entendimentos sofridos para uma nova realidade... O paciente, deve confiar e caminhar em direção a sua evolução e construir com esses subsídios, uma vida menos penosa, triste e mais significativa. 

Eu autorizo uma pessoa a fazer isso, não qualquer um. E não são os diplomas, são as interações... 
Bem-vindo, Leonardo, ao meu mundo. E Alice... Só lamento...




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