sábado, 9 de agosto de 2014

Sigo acreditando nas pessoas...

Quando confiamos, corremos um risco imensurável de nós dar mal.
Eu sou uma idealista! E portanto, creio, inclusive, no desenvolvimento do ser humano, em seu crescimento espiritual, cognitivo, emocional, social e físico. 
Com isso, pode-se constatar que eu confio nas pessoas, dou chances e tenho a fé de que a vida é constituída de processos.

Após ver que uma relação não daria certo, ainda assim, fiquei mais 12 anos investindo, pensando que meu instinto poderia estar errado. É preciso dar chances, ser flexível, tentar...
Tentei, busquei é ao final, percebi que ambos aprenderam muita coisa, mas mesmo assim, não era para ficarmos juntos. Pessoas me perguntam se eu o amava... Amor, como a maioria deseja saber, não é bem a resposta, mas procede de um amor muito singular, o amor pela humanidade que reside e pode se desenvolver mais em cada um. Claro que existia um amor, mas não aquele avassalador, derivado de uma grande paixão. Não, esse, não! 

Enfim... Passei 30 anos buscando confiar em algumas pessoas que muitas vezes me puxaram o tapete, que tiveram inveja... Odeio esses papos de inveja, de falar e de perceber... Acho de um rebaixamento do emocional e espiritual muito grande. Mas no dado momento, cabe. 
Por acreditar que algumas dessas pessoas tinham desenvolvido algo em suas vidas, confiei, acreditei que poderíamos escrever uma nova história. 

Na verdade, só eu queria escrever, e escrevo, de certa forma. Em minhas orações, pedi a Deus que me mostrasse a verdade e juro, não me arrependi disso, mas doeu muito. Foi como ver alguém dilacerado. A verdade dói de uma forma visceral, é intensa e perpétua! Quis não acreditar, mas ela maior que qualquer crença!

Segui, mas essas pessoas não querem ficar sozinhas na sua vida, me querem por eu estar próxima, e eu não quero mais isso.
Não acredito no que falam, pois sei quem sou, o que quero e o que não quero. E uma das coisas que quero é viver minha vida em paz, ter meus momentos de fé, sem gente me questionando. Ter meus santos comigo, minhas rezas, meu Deus em minhas orações, um Deus que é amor e não um código de dogmas e regras arbitrárias... 
Quero minha liberdade, meu filho comigo aprendendo a conviver sem julgar, mas que ele se atente mais que eu, a vida é bela e deve se ter um grande respeito, pois o que fazemos com ela, é o que teremos no futuro.

Ainda vou permanecer acreditando na evolução de cada um dos seres humanos. Contudo, há tempo que temos e que não temos mais. É preciso sabedoria para identificar o término de um tempo, pois, permanecer fazendo algo que o outro não está preparado é uma violência contra ele. 

Hoje, curo minhas feridas, terei mais batalhas, porém, minha fé me fortalece.



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