domingo, 7 de setembro de 2014

Corpo doente

Desde o dia 15 de agosto, vivo um desgosto... Parecia, na minha humilde opinião que eu passaria o inverno sem ficar doente... Ano passado foi um inferno.

Mas... Dia 15 eu acordo com dores no rosto, lado direito. Passa-se quase uma semana, e por uma situação, que algumas pessoas acharam exagero da minha parte - o que da minha parte só me mostra a insensibilidade daqueles que me cercam -, mais uma pressão:  quebro dois molares!  As dores se intensificam.

Depois de consultas, finalmente sei que farei um tratamento d canal, pois o nervo ficou exposto. No domingo, começa uma tosse violenta, durmo pouco. Passo a segunda-feira a tossir. Terça, fico sem voz. Quarta, também! E claro, tudo isso cheia de dor. Acordava tão enjoada e cansada que minha cara era evidente que o mundo estava a cair! 
Na quinta, começo o procedimento. Digo tosa a ladainha pro dentista: posso desmaiar, sou muito sensível a dor, preciso de xilocaína, analgésicos, água benta e um japamala pra ir rezando...
Feito isso. Nada disso ajudou. Tivemos que ter anestesia diretamente no nervo, coisa que me fez pular da cadeira. Dores, muitas dores. Até que o dragão aqui, começou a chorar... "Não se é forte o tempo todo" diz uma colega de trabalho. É... Parece que não. 

Aí... O dentista coloca um curativo e diz pra eu marcar o retorno... Peraí... Ainda dói... Sim, é preciso terminar... E eu pensei: "saí viva, acho que a ideia é eu sair dentro de um saco preto!"

Ok... A gente pensa, o pior já passo... Não! Com aquela maldita tosse, casa vez que eu tossia, parecia que o molar iria ser arremessado boca a fora. Um espirro era para morrer...

Óbvio que emagreci mais. As roupas frouxas, o cansaço, as dores... E os alunos... Ah eles são demais.  Na quinta, minha voz estava quase boa e os alunos da tarde chegaram, me abraçaram e concluíram: profe, tu arrumou o dente e consertou  a voz. Eles são uns amores! 

E continuo aqui, tossindo e espirrando. Não posso mastigar bem, então a dieta se baseia em coisas que podem ser dissolvidas com líquidos. Na sexta, fui ao Praia de Belas e assisti "E se eu ficar". Excelente filme. Jantei no Bamboo, adoro aquela comida. No sábado, passei de cama. E agora, ainda na cama, vejo o tudo que preciso fazer.

O corpo doente, cansado, abatido...
Sem meu filho por perto, pois o deixei com o pai para que ele não ficasse preocupado com meu estado - a dentista havia dito que poderia ter que fazer uma pequena cirurgia na gengiva -, não gosto de passar tanto tempo assim longe dele. Mas as coisas acontecem. E  preciso dar conta disso. 

Minha amiga me ligou, queridona, preocupada comigo. Rezei, meditei e obtive respostas. 
Acho que é preciso aproveitar até isso: estar de cama e repensar a vida.

Corpo doente, alma em mudança.

Me sinto bem com meus pensamentos. Meu corpo será curado. 




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