Já haviam lhe alertado das artimanhas que viriam após sua separação. Readaptação, novas rotinas, pessoas, agendas, frustrações, falaram em "sentir falta"...
Em verdade ela sentiu muita falta do conforto que tinha. O resto, não. Como a liberdade é maior, ela se sentiu quase que feliz com isso. Dele, nenhum dia, ela sentiu falta. Ela sentiu alívio de não se sentir presa a um relacionamento morto.
Mas sempre há os infortúnios... As conversas que não se esgotam e acabam em brigas se não tiver muito sangue frio - o que ele preciso desenvolver a fórceps! -.
A medida certa de justiça, num caso assim, não pode ser mensurado por alguém de fora e tão pouco por alguém envolvido... Suponho que não há solução, há tentativas... E mais tentativas...
Ela criou o filho com liberdade de expressão, mas cautelosamente com responsabilidades até da virgula e entonação de voz que o filho deveria precaver-se e jamais ser desrespeitoso. Ele diz o que pensa e cara, ele pensa muito.
Ao mesmo tempo que ela se orgulha desse cara, passa alguns bocados por essa liberdade dada.
Ele tira conclusões e discute detalhes... Argumenta... E tece as relações entre as falas. Desenvolveu bem essa habilidade da mãe.
Ela busca ser muito justa, ao ponto calcular dias... Se deixarem, ela é capaz de contar as horas. Corre pra ver seu amor... Ele pertence a uma relação tão pura,, tão transparente e tão leal da parte dela. Ela o ama mais que tudo.
Diz pra qualquer um que ela o gerou e deveria de ter mais tempo com ele, que por ter doado seu cálcio para ele se desenvolver, merecia não dividir seu tempo com ele com ninguém.
E hoje, uma mulher disse: se não fosse aquela pequena contribuição, você nem o teria, faz parte da vida!
Ela pensou: boçal! Não és mãe? Ora! Nosso amor é egoísta e incondicional! Qualquer um sabe disso. Esse viver relativamente bem... Afff! Me poupe da tua existência.
A justa medida é, sem dúvida, para uma mãe apaixonada, o bem pro coração dela e não o bem de todos. Ela só divide o tempo com o pai, por ser bom pro filho, deixá-lo feliz... Pois se pudesse, acho que delegaria o pai!
Exageros a parte, no fundo, uma mãezona, dessas superprotetoras e tudo mais, sente a falta do filho, sente que algo está perdendo na convivência dele. Ah, esse amor grande demais para um coração só!
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