quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O que é justo

Já haviam lhe alertado das artimanhas que viriam após sua separação. Readaptação, novas rotinas, pessoas, agendas, frustrações, falaram em "sentir falta"...

Em verdade ela sentiu muita falta do conforto que tinha. O resto, não. Como a liberdade é maior, ela se sentiu quase que feliz com isso. Dele, nenhum dia, ela sentiu falta. Ela sentiu alívio de não se sentir presa a um relacionamento morto.

Mas sempre há os infortúnios... As conversas que não se esgotam e acabam em brigas se não tiver muito sangue frio - o que ele preciso desenvolver a fórceps! -. 

A medida certa de justiça, num caso assim, não pode ser mensurado por alguém de fora e tão pouco por alguém envolvido... Suponho que não há solução, há tentativas... E mais tentativas...

Ela criou o filho com liberdade de expressão, mas cautelosamente com responsabilidades até da virgula e entonação de voz que o filho deveria precaver-se e jamais ser desrespeitoso. Ele diz o que pensa e cara, ele pensa muito. 

Ao mesmo tempo que ela se orgulha desse cara, passa alguns bocados por essa liberdade dada. 

Ele tira conclusões e discute detalhes... Argumenta... E tece as relações entre as falas. Desenvolveu bem essa habilidade da mãe.

Ela busca ser muito justa, ao ponto calcular dias... Se deixarem, ela é capaz de contar as horas. Corre pra ver seu amor... Ele pertence a uma relação tão pura,, tão transparente e tão leal da parte dela. Ela o ama mais que tudo. 

Diz pra qualquer um que ela o gerou e deveria de ter mais tempo com ele, que por ter doado seu cálcio para ele se desenvolver, merecia não dividir seu tempo com ele com ninguém. 
E hoje, uma mulher disse: se não fosse aquela pequena contribuição, você nem o teria, faz parte da vida! 
Ela pensou: boçal! Não és mãe? Ora! Nosso amor é egoísta e incondicional! Qualquer um sabe disso. Esse viver relativamente bem... Afff! Me poupe da tua existência.

A justa medida é, sem dúvida, para uma mãe apaixonada, o bem pro coração dela e não o bem de todos. Ela só divide o tempo com o pai, por ser bom pro filho, deixá-lo feliz... Pois se pudesse, acho que delegaria o pai! 

Exageros a parte, no fundo, uma mãezona, dessas superprotetoras e tudo mais, sente a falta do filho, sente que algo está perdendo na convivência dele. Ah, esse amor grande demais para um coração só! 

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