Como diz meu professor holístico: "está tudo certo".
Ontem fui ao shopping Barra, aqui em Porto Alegre. Minha amiga iria pagar umas contas e decidimos tomar um café. O que, na verdade se tornou um sanduíche na Subway e suco.
Entre conversas, observo a sorveteria que adoro é a convido para tomar um sorvete. Ela se recusa, mas disse que esperaria.
Fui até lá, o rapaz se coloca a disposição e eu, como sempre, faço alguma piada. Ele pergunta se eu queria algo mais e eu respondo com um sim, ser rica... Enfim, chega a colega dele e me oferece dois novos sabores. Eu amo lugares assim, que as pessoas são agradáveis.
Eu experimento o sabor pudim e me encanto. Meu cérebro, já disposto a pedir o "de sempre": dark com ferreiro, ou banana caramelada e algum chocolate. Mas algo me fazia não querer nada disso. E então percebo uma Sandra quase que indecisa. Não, não era indecisão. Era uma vontade de não fazer o óbvio.
"Quero pudim e... E... E... Nossa, o que eu quero?" E ri por conta de descobrir uma Sandra que não tinha uma resposta prontinha!
Saí com um pote de dois sabores: pudim e menta. Será que combinam? Combinam com minha vontade de fazer diferente.
Nada está sob controle, então, acho que é preciso aproveitar a montanha russa.
Sinto que o vivo hoje, coisas agradáveis e outras nem tanto, podem me proporcionar um rico aprendizado. E sei disso. Confio.
Um sorvete de sabores diferentes, pode e acho que é, um passo para outras mudanças.
Me sinto tão feliz de me permitir. Me sentir e viver essa liberdade. Ora, como vou saber o sabor se não provar? E logo eu que amo comidas?
Gosto tanto de viver, aprender, partilhar, ensinar. E como farei diferente se não fazer diferente com minha vida?
Passei muito tempo sendo quadradinha.
Agora, nessa nova fase, como diria uma orientadora, "como amar se não se amar? Como saber o que não gosta se não saber o que gosta? Se ficar assim, viverá o que os outros gostam e não será feliz!"
E quem sabe, seja exatamente isso que a vida me presenteou. Poder mapear meus gostos, fé, expectativas...
O maior desconforto na vida, acho que não é o material, é o da alma!
O sorvete me fez pensar... Doce e gélido.
Que venha essa primavera, verão - estações que não vivo na sua beleza há anos. Vou me presentear com sua passagem por minha vida.
Não, não quero que mais que acabe logo o 2014. Esse ano será um março na minha vida. Será um renascimento.
Está sendo difícil, mas a maioria dos partos o é! E ao nascer, temos que respirar fundo e isso dói. Contudo, o choro é vida. O sentir frio é vida também.
O acolhimento dos adultos ao redor é momento de alegria. Me sinto agraciada por aqueles que dedicam seu tempo comigo. A estes, partilho minhas orações e peço que eu possa ser merecedora deles em minha vida.
E na dúvida, não se sinta menor, se sinta feliz, pois a dúvida pode ser a chave para novidades!
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